(Aprovado na Assembleia-Geral de 20/Dezembro/2011)

As actividades da Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural mantiveram-se normais ao longo do exercício de 2010. Foi publicado o terceiro número da “VGN”, revista da APVGN; foram atendidas as solicitações dos associados assim como numerosos pedidos de esclarecimento. No exercício de 2010, graças ao severo corte de despesas efectuado no exercício de 2009, foi possível reequilibrar as finanças da Associação. Em 2010 verificou-se também a entrada de novos associados.

Dentre os trabalhos realizados em 2010 pela Associação podem-se destacar:

  • Reuniões com uma importante empresa de transportes de mercadorias e elaboração de estudo.
  • Apoio à Autocoope em diligências junto à Câmara Municipal de Lisboa
  • Elaboração de parecer para o IMTT acerca de um projecto de decreto-lei
  • Participação em evento da Federação Portuguesa de Táxis
  • Participação em reunião do CCDRN (31/Maio)
  • Participação em evento no DTEA/IST (02/Junho)
  • Elaboração de estudo para o CEEETA-ECO no âmbito do projecto europeu “Alter-motives”, com intervenção no workshop que se seguiu (27/Setembro)
  • Intervenção em evento da Agência Municipal de Energia do Seixal (21/Outubro)
  • Assistência a curso da ERSE sobre tarifação do gás natural (04/Novembro)
  • Organização e realização de sete cursos sobre manutenção e conservação de VGNs na Câmara Municipal de Lisboa, destinado ao pessoal das oficinas (Novembro)
  • Edição de auto-colante electrostático para afixar nos VGNs dos associados (acerca de permissões de estacionamento)
  • Participação em evento promovido pela TIS, empresa consultora de transportes (25/Novembro)
  • Reuniões com importante cadeia de supermercados e elaboração de estudo

Ao longo do ano a APVGN apoiou os seus associados nas solicitações que lhe fizeram e atendeu a inúmeros pedidos de informação efectuados pelas mais diversas entidades. Deve-se destacar também o apoio aos associados individuais para a obtenção de autorizações de abastecimento de GNC em Lisboa e no Porto, as quais exigem uma grande quantidade de trabalho administrativo sem qualquer benefício financeiro para a Associação. Este apoio poderá tornar-se dispensável quando, finalmente, houver postos públicos de GNC em Lisboa e no Porto.

Por outro lado, o sítio web da APVGN, http://www.apvgn.pt, continuou a ser actualizado regularmente ao longo do ano e em 31 de Dezembro de 2010 as estatísticas do servidor onde está alojado registaram o número total de 40.721 visitantes únicos e um número de visitas de 63.426. As referidas estatísticas registaram, em 2010, 498.970 hits e uma largura de banda de 49,63 Gbytes.

Em 2010 aumentou a base associativa da APVGN, que em 31 de Dezembro contava com 31 entidades associadas, além dos numerosos sócios individuais.

De um ponto de vista geral, verificou-se que no ano de 2010 o preço médio do petróleo Brent foi de US$80,24/barril, o que representa um ligeiro aumento em relação ao preço médio de 2009 (US$62,55). O aumento do nível de consciência quanto ao Pico de Hubbert continuou a aumentar, mas este ainda não foi suficiente para decidir os actores económicos portugueses a enveredarem pelo caminho dos VGNs. Além disso, o facto de o governo central acenar com soluções inócuas ou absurdas contribuiu para a confusão de ideias que grassa no sector da energia e transportes. Por outro lado, a crise económica mundial iniciada em 2008, que se prolongou por 2009 e 2010, ajudou a manter baixa a procura mundial de petróleo e portanto os seus preços.

Na perspectiva mundial, verificou-se que os VGNs continuaram a progredir por todo a parte e o seu número total chegou ao recorde de 12,5 milhões. Na Europa, muitos governos continuaram a desenvolver políticas activas em prol dos VGNs, nomeadamente através do apoio à instalação de postos públicos de abastecimento de GNC e da promoção de investimentos para a produção de biometano. Neste panorama geral, só Portugal permaneceu estagnado. Em 2010 o governo português foi omisso quanto a apoios efectivos aos VGNs. O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) continuou a não prever quaisquer programas de financiamento para a instalação de postos de abastecimento de GNC e/ou GNL, nem à renovação de frotas por VGNs e tão pouco à produção de biometano.

EVOLUÇÃO PREVISÍVEL DA ASSOCIAÇÃO

Em 2011 a APVGN continuará a participar de todas as iniciativas destinadas a instalar postos de abastecimento de GNC em regime de serviço público, nomeadamente a duas que estão em curso no município de Lisboa, a outras que se perspectivam e ainda à passagem ao regime de serviço público do posto agora em regime de serviço privado do nosso associado Valorsul, em São João da Talha. A abertura de postos públicos continua a ser a preocupação prioritária da Associação, uma vez que a sua inexistência constitui praticamente o único obstáculo para o desenvolvimento dos VGNs em Portugal. A Associação considera que a cedência não onerosa de terrenos a empresários privados que se disponham a instalar postos GNC poderia dar uma contribuição poderosa para a consecução deste objectivo. Além disso, a Associação considera importante a instalação em Portugal de postos de gás natural liquefeito (GNL), a fim de servir o transporte de longo curso e as frotas que exijam maior autonomia em termos de combustível.

Por outro lado, apesar de não dispor de orçamento para publicidade, a APVGN procurará manter a “visibilidade” possível da Associação. Isso será feito, tal como até agora, através do seu sítio web, através da edição da revista “VGN” e mediante o aproveitamento das oportunidades que surgirem para intervir em eventos públicos e nos media especializados.

RESULTADOS

A APVGN tem conseguido manter-se graças sobretudo à contenção dos seus custos de funcionamento. A remuneração do seu colaborador permanente nunca foi aumentada desde a sua constituição em 2001. Assim, do ponto de vista financeiro, em termos de Balanço, a situação encontra-se equilibrada pois as responsabilidades encontram-se garantidas pelas disponibilidades. O activo é constituído por 0,05% de imobilizado, 27,4% de dívidas de terceiros e 72,55% de disponibilidades, ao passo que o passivo é constituído, essencialmente, pela rubrica de Acréscimos de Custos, relativos aos honorários a liquidar, pela conta de Proveitos Diferidos relativamente ao GNC a debitar aos associados, cujos valores já foram recebidos, não existindo praticamente dívidas a terceiros.

Deve-se destacar que desde a constituição da APVGN o valor das quotas dos associados nunca sofreu qualquer aumento ¯ apesar da inflação verificada no período 2001-2010. O Conselho de Administração considera que, enquanto for possível, esta política será de manter. O aumento dos recursos financeiros da Associação deveria ser conseguido, preferencialmente, pelo aumento da sua base associativa.

No plano económico a Associação apresenta custos no valor de € 43.393,58 que foram cobertos com quotizações dos associados, facturação de serviços prestados, juros obtidos de depósitos bancários e pela afectação de subsídio à exploração. Assim, e depois de constituída uma dotação para amortizações no valor de € 698,65, o resultado líquido do exercício apurado foi de € 184,01, o qual propomos à Assembleia-Geral seja transferido para a conta de Resultados Transitados.

Eng. Henrique Marques dos Santos (Presidente)

Eng. Téc. Gregório Laranjo (Vice-Presidente)

Lic. Jorge F. G. de Figueiredo (Vice-Presidente)

Eng. Jorge Manuel Rocha Teixeira (Vice-Presidente)

Eng. Tomás Serra (Vice-Presidente)

Eng. Luís Gomes Pereira (Vice-Presidente)

Eng. José Costa Pereira (Vice-Presidente)