Aprovado pelo Conselho de Administração em 28/Abril/2015
Aprovado pela Assembleia-Geral em 18/Maio/2015

As actividades da Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural mantiveram-se de modo regular ao longo do exercício de 2014. Para a Associação, o facto mais relevante do ano foi a realização da sua conferência “O gás natural nos transportes”, em 30 de Setembro no anfiteatro do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O êxito deste evento decorreu do grande número de participantes, mais de 300, e do facto de pela primeira vez em Portugal ter sido possível por lado a lado, em diálogo, empresas de transportes de todo o país, fabricantes de veículos a gás natural, comercializadores de gás natural e representantes de autoridades de supervisão. O evento teve mesmo repercussão internacional, chegando a ser noticiado pelo International Gas Report, editado pela Platts.

Por outro lado, em 2014 verificou-se a entrada de cinco novos associados: a Petroassist (do Grupo Petrotec), a Pointsaver (especialista em retrofitting ), a TML – Transportes Três Mosqueteiros (empresa de camionagem de Sines); a ERI Engenharia (empresa de projectos de postos de abastecimento de combustíveis) e a Molgás Portugal (comercializador de GNL). Em contrapartida, em Janeiro de 2014 a Administração da Valorsul, que está em processo de privatização, decidiu retirar a empresa da APVGN. Esta lamentável decisão é negativa sob muitos pontos de vista, incluindo o facto de por um ponto final a todas as extensas diligências já feitas a fim de colocar o posto GNC de S. João da Talha aberto a todos os interessados e em regime de serviço público.

Em 2014 a página do Facebook da APVGN ( https://www.facebook.com/apvgn ), manteve uma dinâmica de quatro a cinco inserções de notícias por semana. Por alturas de Março de 2015 a página já tinha 248 “gostos”, provenientes de Portugal e de muitos outros países do mundo. A APVGN considera que foi positivo substituir a sua antiga revista VGN, editada até 2012, pela actual página no Facebook.

Por sua vez, o sítio web da APVGN continuou a ser actualizado de modo regular e em 31 de Dezembro de 2014 as estatísticas do servidor onde está alojado registaram o número total de 20.220 visitantes únicos e um número de visitas de 32.666. As referidas estatísticas registaram, em 2014, 593.099 hits e uma largura de banda de 1.682,01 GB.

Em 31 de Dezembro de 2014 a base associativa da APVGN contava com 32 entidades associadas, além dos numerosos sócios individuais.

Dentre as actividades realizadas em 2014 podem-se destacar:

  • Participação nas reuniões da CT-101 do Instituto Tecnológico do Gás
  • Colaboração regular na revista Turbo Oficina Pesados
  • Respostas a inúmeros pedidos de esclarecimento de interessados em VGNs 
  • Participação em eventos diversos: Dourogás em 26/Março; Galp em 5/Maio; Ordem dos Engenheiros em 25/Junho; lançamento de “Gás Natural: Uma nova energia na mobilidade”, do Dr. João Quintela Cavaleiro, em 24 de Outubro; inauguração do posto GNC/GNL no Carregado em 27/Outubro; encontro da AGN em 12/Novembro

Outro importante acontecimento de 2014 foi a assinatura de um acordo entre a APVGN e o Laboratório de Tecnologia Automóvel (LTA) no dia 30 de Maio. Com este acordo fica possibilitada a verificação em Portugal de sistemas de gás natural comprimido (GNC). O acordo é válido tanto para as inspecções periódicas como para oretrofitting de veículos o gás natural.

Ao longo do ano a APVGN continuou a apoiar os seus associados nas solicitações que lhe fizeram e atendeu a inúmeros pedidos de esclarecimentos efectuados pelas mais diversas entidades. Deve-se destacar também que a partir de Março a APVGN foi aliviada do trabalho administrativo com o abastecimento de GNC em Lisboa e no Porto a associados, os quais passaram a ser facturados directamente pelo novo comercializador (Gold Energy).

Numa perspectiva mundial, verificou-se que o parque mundial de VGNs continuou a crescer enormemente e no fim de 2014 o seu número total chegou aos 22 milhões. Na Europa, muitos governos continuaram a desenvolver políticas activas em prol dos VGNs, nomeadamente através do apoio à instalação de postos públicos de abastecimento de GNC e da promoção de investimentos para a produção de biometano. No entanto, em Portugal esses apoios continuaram a ser escassos. Apesar disso, em 2014 avançou-se com a instalação de novos postos GNL e GNC. No fim do ano estavam instalados ou em processo de instalação postos no Carregado, Loures, Azambuja e Matosinhos.

EVOLUÇÃO PREVISÍVEL DA ASSOCIAÇÃO

Para a APVGN constitui motivo de grande preocupação o desenlace dos processos de privatização da STCP e da Carris, que previsivelmente se verificarão no ano de 2015. A razão principal para isso é o facto de os cadernos de encargos da privatização dessas empresas não terem exigido aos concorrentes a manutenção de autocarros a gás natural. Assim, é de recear que os concorrentes vencedores sejam tentados a fazer a obrigatória renovação das frotas com o mínimo custo de investimento, autocarros a gasóleo. Se isso acontecer, significará um gravíssimo retrocesso nos VGNs em Portugal com sério prejuízo para a qualidade do ar no Porto e em Lisboa. A APVGN insta o poder político dessas duas importantes cidades a terem a lucidez de intervir activamente no assunto e a assumir a defesa intransigente dos veículos a gás natural. A APVGN recorda o exemplo da alcaidia de Madrid, a qual proibiu a empresa local de transporte colectivo de passageiros renovar as suas frotas com veículos a gasóleo.

Por outro lado, em 2015 a APVGN continuará como sempre a apoiar todas as iniciativas destinadas a instalar postos de abastecimento de GNC e GNL em regime de serviço público. A abertura de postos públicos mantém-se como preocupação prioritária da Associação pois este é o principal obstáculo para o desenvolvimento dos VGNs em Portugal. A Associação continua a considerar que a cedência não onerosa de locais para empresários privados que se disponham a instalar postos GNC poderia dar uma contribuição poderosa para a consecução deste objectivo e colocar Portugal a par dos demais países europeus em matéria de VGNs. Além disso, a Associação considera prioritário iniciar a instalação postos GNC em regime de serviço público na Grande Lisboa e Grande Porto, bem como de outros postos de GNL a fim de incorporar o país aos “corredores azuis”, servir o transporte de longo curso e as frotas que exijam maior autonomia em termos de combustível.

RESULTADOS

A APVGN mantém-se em severa contenção dos seus custos de funcionamento, o que reflecte a crise geral que continua a devastar o país. Apesar de todas as dificuldades, em termos de Balanço, conseguiu-se manter um equilíbrio pois as responsabilidades estão garantidas pelas disponibilidades. O activo é constituído por 0,02% de imobilizado, 39,73% de dívidas de terceiros e 60,02% de disponibilidades, ao passo que o passivo é constituído, essencialmente, pela rubrica de Outros Passivos Correntes, que integra 20.449,01 de honorários a liquidar, não existindo praticamente dívidas a terceiros.

No plano económico a Associação apresentou custos no valor de 35.830,45 € que foram cobertos com quotizações dos associados (74,95%), facturação de serviços prestados, juros obtidos de depósitos bancários. Assim, o resultado líquido apurado no exercício foi de 17.628.48€, o qual propomos à Assembleia-Geral seja transferido para a conta de Resultados Transitados.

Eng. Jorge Manuel Quintela de Brito Jacob (Presidente)

Lic. Jorge Fidelino Galvão de Figueiredo (Vice-Presidente)

Eng. Jorge Manuel Rocha Teixeira (Vice-Presidente)

Eng. Luís Gomes Pereira (Vice-Presidente)

Eng. José Costa Pereira (Vice-Presidente)

Paulo Rui Ferreira (Vice-Presidente)

José Manuel Núncio Gabriel Pedroso (Vice-Presidente)